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P E R G U N T A S F R E Q U E N T E S
1- Todo poço perfurado com máquina é um poço artesiano? R: Não. O fenômeno do artesianismo (ver Glossário)é uma característica do aquífero e não do poço. Por analogia chamamos de poço artesiano aqueles perfurados em aquíferos artesianos ou confinados. Um poço perfurado com máquina num aquífero livre, como é o caso do Rio de Janeiro, deve ser chamado de poço profundo ou poço tubular profundo, para se diferenciar dos poços rasos escavados manualmente. As companhias perfuradoras de poços têm usado erradamente o termo "poço artesiano", como uma forma valorizarem seu trabalho e seu produto. Acreditamos que os conhecimentos técnicos e a engenharia envolvidos numa obra de captação profunda de água já são suficientemente importantes, não necessitando de nenhum subterfúgio valorizativo. Não devemos contudo menosprezar os poços escavados manualmente, pois quando bem localizados e bem construídos podem fornecer água boa e em quantidade. Eu, pessoalmente, conheci no interior do Estado de São Paulo, em região de arenitos, poços escavados com diâmetro de 2 metros e profundidade de até 40 metros, fornecendo mais de 20 metros cúbicos de boa água por dia.
2- É verdade que o cobre pode ser fatal para certas pessoas? R: Sim é verdade. Há uma doença genética, Doença de Wilson, que afeta uma entre cada 30 000 pessoas no mundo, que se caracteriza pelo acúmulo de cobre no organismo (fígado e cérebro), e, quando não diagnosticada precocemente leva a efeitos desastrosos. Apesar do cobre, em pequenas quantidades, ser benéfico para a maioria das pessoas, os portadores da Doença de Wilson, não conseguem excretá-lo do organismo. A partir do momento que nascem o cobre começa a se acumular no fígado e cérebro. Os sintomas normalmente começam a aparece na adolescência e são: icterícia, hepatite, vômito com sangue, entumescimento e dores no abdomen. Pertubações neurológicas podem levar a tremores, dificuldade de andar, falar e nadar. O acúmulo do cobre no cérebro leva a vários estágios de doenças mentais, incluindo tendências suicidas, depressão e agressividade. Nas mulheres, pode ocorrer irregularidades no ciclo menstrual e infertilidade. A doença leva à morte se não for diagnosticada e tratada. Uma dificuldade no diagnóstico é a semelhança com outras doenças de fígado. O tratamento, que deve ser continuado, leva a resultados muito positivos quando a doença é diagnosticada precocemente. Os principais remédios são substâncias que bloqueiam a absorção do cobre no trato intestina, como o acetato de zinco, ou ajudam o organismo a excretá-lo. Os portadores desta doença devem evitar águas com mínimos teores de cobre e selecionar alimentos, na medida que alguns são muito ricos em cobre, como fígado bovino, suino e ovino, frutos do mar, entre outros.
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