Rochas
Gnaisse
facoidal
(pontos 1,3,4 e 7)
Autor: Eurico Zimbres
Gnaisse facoidal(Augen gnaisse)
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Gnaisse facoidal ou Augen gnaisse, é um gnaisse de
granulometria
grosseira, com feldspatos elípticos de tamanho
centimétrico orientados
preferencialmente. Os outros minerais constituintes da rocha, no geral
quartzo, biotita e magnetita, se agrupam em fitas que contornam os
feldspatos.
O termo facoidal vem do grego, phakoeidés =
lenticular, em referência ao formato
elíptico ou lenticular dos feldspatos. Da mesma forma o
termo augen vem do alemão e significa
"olhos", em referência ao formato elíptico dos
feldspatos.
Esta rocha é muito comum na cidade do Rio de Janeiro, sendo
a
principal rocha constituinte do Morro Pão de
Açúcar. Sua homogeneidade
química e as relações de contato com
os outros gnaisses da área,
principalmente os de origem sedimentar, indicam que o gnaisse facoidal
é de origem ígnea, provavelmente formado pelo
metamorfismo de um
batólito de granito sinorogênico, há
cerca de 600 Ma.
Granulito
(ponto 2)
Autor: Eurico Zimbres
Granulito
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Rocha metamórfica formada em alta pressão e
temperatura, em
condições anidras, caracterizada por uma textura
granoblástica ou fraca
foliação. Mesmo quando apresentam textura
granoblástica, os granulitos
possuem orientação metamórfica dada
pela orientação preferencial do
eixo ótico dos minerais, principalmente quartzo. Quando
foliados, esta
foliação é difícil de ser
observada pela ausência de minerais placoides
como as micas, apesar de ser comum a disposição
dos cristais de quartzo
em agrupamentos alongados (fileiras, fitas),
disposição esta realçada
nas superfícies intemperizadas (vide foto). Os minerais
comuns em
granulitos são os anidros: feldspatos, quartzo,
piroxênios, granadas,
entre outros
Aplito
(ponto 1)
Autor: Eurico Zimbres
Aplito cortando o Kinzigito
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Corpo de pequena espessura,
filonar, com textura fina e sacaroidal,
hololeucocrático, composto em geral quase que totalmente por
feldspato
e quartzo.
A textura dos aplitos é tão
característica que deu origem à ao termo
"textura aplítica", que é uma textura onde os
minerais são diminutos
mas ainda vísíveis a olho nu e equigranulares.
O aplito mostrado nesta foto não sofreu
ação do metamorfismo, tendo
sido injetado num perĩodo pós-tectônico, quando as
forças de compressão
já haviam deixado de agir. Calcula-se que estas rochas
tenham entre 450
a 500 Ma.
Na Ponta do Arpoador, relação de contato indica
que os
aplitos graníticos são mais recentes que os
pegmatitos.
Pegmatito
(ponto 3)
Autor:Eurico Zimbres
Pegmatito cortando o gnaisse facoidal
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São rochas onde os minerais atingem grandes
dimensões, em geral
maiores que vários centímetros. Em geral
são corpos tabulares (dique)
composto por feldspato, mica e quartzo.
Os pegmatitos podem se formar a partir de
soluções silicosas
residuais no processo de resfriamento de magmas graníticos,
ou a partir
de soluções silicosas produzidas pela
fusão parcial (anatexia) de
rochas já existentes.
Para estes últimos tem sido dada a
denominação de pegmatitos
anatéticos, que no geral, quase não
contém minerais raros, tendo uma
composição meramente granítica, isto,
com feldspato e quartzo e alguma
mica muscovita e biotita.
Os diques e veios pegmatitos encontrados na cidade do Rio de
Janeiro, tais como os presentes no Leblon, parecem ser de origem
anatética, pois são as últimas rochas
ígneas a se formarem neste
episódio tectônico. As idades
isotópicas encontradas para estes corpos
variam de 400 a 500 Ma.
No pegmatito mostrado neste ponto pode-se observar grandes
cristais de feldspatos, com suas características clivagens;
alguns
aglomerados de biotita (mica preta) e muito pouco quartzo.
Pode-se observar também que este corpo é quase
vertical e
corta discordantemente a foliação do gnaisse
facoidal.
No ponto 2 também pode-se observar pegmatito
granítico cortando o granulito.
Quartzito
(ponto 8)
Intercalação de
quartzitos com rochas feldspáticas, hoje totalmente alteradas
Fotos de Eurico Zimbres
Neste ponto pode-se observar a presença de uma
sequência onde
camadas de quartzito maciço, são intercaladas por
uma rocha muito
feldspática, agora transformada em um solo argiloso
semelhante ao dos
pontos 5 e 6 e provavelmente com a mesma
composição mineralógica do
granulito não alterado encontrado no ponto 2.
Este quartzito também pode ser visto, em possante afloramento, em corte
na Avenida Niemeyer, logo abaixo do Parque.
A riqueza em alumínio dos granulitos, como se pode inferir
pelo seu alto teor de feldspato e granada, bem como a presença dos
leitos de
quartzito neste ponto, apontam para uma origem metasedimentar para todo
este pacote, excetuando o gnaisse facoidal, que é
ortometamórfico e os
pegmatitos e os aplitos, que são ígneos.
A rocha que
deu origem ao gnaisse facoidal certamente
foi
uma intrusão ígnea na sequência
(meta)sedimentar.
Hoje esta sequência metasedimentar pode ser interpretada
como um teto (roof pendant) preservado da erosão e que jaz sobre
uma grande massa intrusiva, transformada em gnaisse facoidal
pelo
metamorfismo de alto grau ocorrido há 600 milhões de anos
atrás.