Aspectos ambientais

Com área de 25 hectares, este parque é um belo exemplo de recuperação de uma área de encosta, outrora tomada quase que totalmente pelo capim colonião (Panicum maximum), uma gramínea africana, introduzida no Brasil no período colonial e responsável pela rápida propagação dos incêndios freqüentes nas encostas cariocas nos meses de estiagem (inverno), período que esta gramínea se torna seca devido à falta d'água e os focos de incêndio se multiplicam devido à ação humana.

Este parque, criado em 1992, projeto do paisagista Fernando Chacel, está hoje com a vegetação em estado adiantado de recuperação, pois o capim foi dominado e não consegue mais se desenvolver devido à sombra da vegetação arbórea ali plantada.

Dentre as espécies botânicas nacionais utilizadas no reflorestamento temos: quaresmeiras (Tibouchina sp.), guapuruvu (Schizolobium parahiba), paineira das pedras (Ceiba erianthos), palmiteiro (Euterpes edulis), ipê-amarelo (Tabepuia spp.), embaúba-prateada (Cecropia hololeuca), pau-brasil (Caesalpinia echinata), angico-vermelho (Anadenanthera macrocarpa), sombreiro (Clitoria fairchildiana), aroeira-vermelha (Schinus terebenthifolius), oiti (Licania tomentosa), jacaré (Piptadenia gonoacantha), entre outras.

Dentre as exóticas introduzidas pelo homem temos: leucena (Leucaena spp), jamelão (Eugenia jambolana), jaqueira (Artocarpus spp.)

A recuperação da vegetação arbórea propiciou a implantação de uma rica variedade faunística, em especial de aves. No local o visitante munido de um binóculo poderá observar cerca de 80 espécies de aves de pequeno porte.

Contenção de encostas


Nesta excursão também podem ser apreciadas diversas obras de contenção de encostas: muro de arrimo por gravidade,  contenção ancorada por tirantes e tratamento superficial de encosta com cimento e vegetais.