Introdução
Observações sobre o Roteiro
No mapa abaixo estão assinalados os pontos descritos neste roteiro. Alertamos que os pontos 1 e 2 ficam fora da área do Parque. São pontos de difícil acesso e situam-se no costão rochoso, abaixo do Mirante do Leblon. Esta dificuldade é relativa. Alunos com idade superior a 15 anos não devem ter dificuldade de visitá-los sob a supervisão de um adulto treinado e cuidadoso. As rochas que afloram nestes pontos são as mesmas que se vê no ponto 5, dentro do Parque, só que no ponto 5 elas se encontram muito intemperizadas. A visita ao pontos 1 e 2 é interessante para o aluno observar a rocha sã e depois poder visualisá-la totalmente alterada.|
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Linhas gerais da Geologia do Estado do Rio de Janeiro.
As rochas mais comuns nesta região foram foram formadas há cerca de 600 ma (milhões de anos atrás), quando ocorreu o encontro da placa tectônica africana com a sul americana. A colisão destas duas placas levou à estruturação de uma grande cordilheira, com altitudes médias de 5000 metros, a exemplo dos Alpes e Himalaia que também são cordilheiras originadas pelo encontro de placas continentais.
No encontro destas placas, foram criadas as condições de pressão e temperatura para modificar (metamorfosear) as rochas ígneas, sedimentares e metamórficas aí existentes. Os minerais e estruturas geológicas produzidas neste choque tectônico se posicionaram na direção Nordeste-Sudoeste, perpendicular às direções de maior esforço compressivo, que foi, de uma forma geral, Noroeste-Sudeste.
No final deste encontro de placas tectônicas, ao redor de 550 ma, as extremas condições de temperatura e pressão reinantes em profundidade, levaram à fusão parcial das rochas locais, gerando magmas, que deram origem a rochas graníticas, a maioria na forma de corpos tabulares. Um exemplo espetacular desta atividade é o corpo granítico que capeia a Pedra da Gávea, corpo este responsável pelo formato de topo achatado desta montanha.
Após o término do movimento de encontro de placas, a cordilheira recém formada passou a estar predominantemente sob a ação destruidora da erosão, sendo paulatinamente arrasada. À medida que isto acontecia, a crosta local foi sendo soerguida para compensar o equilíbrio isostático. Este movimento de ascensão permitiu que rochas que estavam a profundidades de 15 km, fossem expostas à superfície, tal como as vemos agora. O continente originado pela junção destas duas placas recebeu o nome de Gondwana.
Há cerca de 150 ma a crosta continental, então consolidada, começou a se romper devido a um movimento contrário ao que levara ao surgimento do Gondwana. Esta ruptura iniciou pelo sul, e paulatinamente deu origem aos continentes Sul Americano e Africano. No local da separação surgiu o Oceano Atlântico. Estes dois continentes até hoje estão se separando a uma velocidade de alguns centímetros por ano, e à medida que isto acontece, o Atlântico se alarga.

A Serra do Mar e a Mantiqueira, representam, hoje, o que sobrou daquela antiga cordilheira e as rochas que naquela época formavam suas raízes, hoje estão expostas à superfície devido à erosão e ao decorrente soerguimento provocado pela compensação isostática.
Toda esta herança geológica está impressa nas rochas, tal como podemos ver nas rochas do Rio de Janeiro.